É difícil que você não tenha dado de cara com ele na TV nos últimos três anos. O capixaba Chay Suede acumulou
funções de cantor, ator e apresentador em um curto período de tempo.
Tudo começou no “Ídolos”, o reality show que ele não venceu, mas serviu
para lhe abrir as portas do mainstream. Dali, veio o convite para atuar
na versão brasileira da novela “Rebelde” (e cantar no grupo pop que
integra a trama). Desse trabalho, surgiu a proposta para apresentar um
programa na TV paga. Tudo assim… naturalmente. “Acho muito chato fazer
uma coisa só. Fico inquieto. Gosto de fazer várias ao mesmo tempo”,
explica o artista.
Aos 21 anos, Chay Suede já mostrou várias vertentes ao público – e
acumulou 1,2 milhão de seguidores no Twitter. São fãs que gostam do seu
trabalho como ator, apresentador e, claro, cantor. A música, afinal, foi
a responsável por toda essa história. Por isso, ele está feliz da vida
com o lançamento do seu primeiro álbum solo (“Chay”, Universal Music),
com todas as músicas compostas por ele, sozinho ou em parceria com o
pai. Agora, é a hora de mostrar o lado de compositor para o público.
Trocando as grandes arenas nas quais cantou com os Rebeldes por palcos
menores, o cantor fala sobre a nova etapa de sua carreira nessa
entrevista para o POPLine. Descubra quais são seus
planos profissionais – que não envolvem só música, como você logo verá.
Nunca foi assim e, pelo visto, nunca será. “Como disse, gosto de fazer
um monte de coisas ao mesmo tempo, então… são muitas coisas”.
Poucos meses após o fim dos Rebeldes,
você lançou seu álbum solo, gravado em apenas dez dias. Muito corrido! A
impressão é que você estava com pressa para lançar um trabalho autoral
depois de dois anos dedicados ao grupo. É isso mesmo?
Não, não teve pressa não. “Rebelde”
terminou em outubro do ano passado [mas o grupo fez shows até maio de
2013] e eu lancei o CD solo quase um ano depois. Se eu estivesse com
pressa, teria lançado em novembro. Não teve pressa não. Os dez dias
foram o tempo que a gravadora disponibilizou. O produtor Paul Ralphes
ocupa um cargo muito importante na Universal [é o gerente de A&R da
gravadora], e ficou esse tempo inteiro em função do disco. Muita gente
se dedicou a isso, mas, sim, normalmente há mais tempo para se fazer um
disco.
O álbum tem dez músicas, todas
compostas por você. Foi uma decisão intencional não incluir letras de
colaboradores? Você queria passar alguma mensagem para o público?
Foi intencional, mas não teve nenhuma
mensagem não. Simplesmente queria gravar minhas músicas e tocar as
minhas músicas, que é o que eu gosto de fazer. Adoro compor e não ia me
sentir confortável cantando músicas de outras pessoas não.
Algumas músicas já estavam prontas há muito tempo, correto?
Sim, sim, é uma mistura de músicas que
compus há pouco tempo com outras que compus há alguns anos. Escolhi as
que tinham a ver com o álbum, com o clima daquele momento.
A música “Papel” ganhou um lyric video em setembro. Você tem planos para gravar um clipe?
Já foi feito o clipe. Está pronto e em
breve estará no VEVO. A direção é da Renata Chebel [a mesma de “Clichê
Adolescente”, da Manu Gavassi].
Gostei muito da capa do álbum, em preto e branco e com a plaquinha de presidiário. Como surgiu esse conceito?
Foi uma ideia minha. Na verdade, acho
muito legais essas fotos. Todo artista gringo tem uma foto dessa, porque
fez alguma bobagem. Como eu não pretendia fazer uma bobagem, tirei pelo
menos a foto, e achei que tinha tudo a ver com o disco.
Esse momento novo da sua carreira é
completamente diferente do tamanho dos Rebeldes. Os shows eram em arenas
e agora são em lugares menores, como livrarias. Como você vê esse
redimensionamento?
É ótimo. Eu fico feliz, porque as
pessoas vão a qualquer lugar para me ver, porque realmente gostam de mim
e das minhas músicas. Então, não importa se é grande ou se é pequeno,
se tem muita gente ou não. Eu quero é fazer música, né? Enquanto tiver
público, estou superfeliz.
Qual é a cara do seu público atual?
É bem misto. Tem menino, tem menina, de
várias idades, de várias classes sociais. Acho que é um público
bastante heterogêneo, como tudo que eu gosto. É isso que gosto: misturar
as coisas, misturar gente, senão fica chato.
Os fãs estão loucos para saber se vai rolar uma turnê… Tem previsão para começar?
Estou começando a ensaiar agora, dentre
outras coisas que estou fazendo. Esse fim de ano está muito maluco. A
ideia é começar no fim do ano, mas ainda não sei os lugares por onde vou
passar.
Chay, vamos esclarecer. Você fez um
filme, lançou o CD, apresentou um programa, e fala que está com vários
projetos, mas não revela quais. Conta para gente: você vai focar na
música ou os projetos são também em outras áreas?
Tenho projetos em outras áreas também. Acho muito chato fazer uma coisa só. Fico inquieto. Gosto de fazer várias ao mesmo tempo.
E não vai falar o que são esses projetos?
Não! (risos) Se eu falar, depois tenho
que pagar um dinheirão de multa. Enquanto é segredo, é segredo. Mas
logo, logo todo mundo fica sabendo e me vê fazendo também. Mas tem
muitos projetos – a maior parte deles relacionados à música, mas não só.
Você ganhou um prêmio de melhor apresentador por voto popular. Isso te incentiva a continuar nessa área?
Não só isso. Eu gostei muito da minha
experiência como apresentador, mesmo durando pouco. Foi muito importante
pra mim. Aprendi pra caramba e me senti muito feliz, muito pleno,
fazendo aquilo. O prêmio veio para confirmar aquilo que eu já sabia que
queria fazer.
Você namora a Manu Gavassi. Dois compositores e cantores juntos. Já rolou de comporem juntos?
Sempre rola. Em algum momento, rola sim.
As pessoas vão poder ouvir isso algum dia?
Com certeza, com certeza! É uma coisa
que vai surgir naturalmente. A gente já compõe junto, já toca junto. Na
hora que tiver que sair para o público, vai sair.
Com o boom de “Rebelde”, muita gente
não lembra que você foi revelado pelo programa “Ídolos”. Você assiste a
esses reality shows de talentos, tipo o “The Voice” e o “X-Factor”?
Assisto muito pouco. Para não dizer que não assisto, vejo um pouco o “X-Factor UK”.
Você gosta de algum artista revelado por esses programas?
O Phillip Phillips [vencedor do “American Idol”]. Eu o acho ótimo. Mas acho que é só ele. Ele é bom, bem bom.
Você foi ao show?
Não fui.
Falando em shows, tem algum que você gostaria muito de ver no Brasil?
Na verdade, o show que eu faria muita questão de ver é um show brasileiro mesmo. Queria ver os Novos Baianos reunidos, sabe?
Que sonho!
É. Um sonho difícil de realizar, né?
Tem a Baby [do Brasil], que quase não canta mais com eles… Tenho outro
também, que é ver os Mutantes reunidos de novo. Mas esse é mais difícil
ainda: juntar a Rita [Lee] com o Arnaldo [Baptista].
Agora que você falou em sonhos, quero saber aonde você quer chegar. Quais seus objetivos como profissional?
Eu traço meus objetivos conforme
alcanço os anteriores. Então os objetivos que tenho agora são diferentes
dos que tinha há seis meses, e os que terei daqui a seis meses serão
diferentes dos de hoje. Mudam de acordo com as metas que atinjo. Como te
disse, gosto de fazer um monte de coisas ao mesmo tempo, então… são
muitas coisas.
A curto prazo, quais seriam os objetivos então?
Apresentar um programa bem massa em uma
TV aberta; ter algo na Internet digno, bem feito, bem produzido e bem
realizado; e entrar Brasil a fora com a turnê. Esses são meus objetivos a
curto prazo.
Quando você fala de Internet, seria algo relacionado à música?
À música! Sempre que penso em Internet, penso em algo relacionado à música.
E programa de televisão também?
No programa de televisão, eu gosto de
tudo, na verdade. Vai ser um programa que fale sobre muita coisa, não só
sobre música, mas que tenha música também.
Para terminar, manda uma mensagem
para os leitores do POPLine e para seus fãs, que com certeza estão
ligadinhos nessa entrevista.
Quero convidar os leitores do POPLine a
conhecerem meu disco, que está disponível nas lojas, e mais pra frente a
irem à minha turnê. Sigam-me no Twitter, @ChayLeao, e no Instagram,
@chaysuede. Aos meus fãs, aguardo ansiosamente pelo momento de
encontrá-los em todo o Brasil.
Fonte: PopLine
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