
Há
mais ou menos cinco anos, Taty Cirelli (25) cantava em um bar,
acompanhada na bateria por Digão Lopes (28) quando entraram pela porta
Arthur Aguiar (23) e Guga Sabatiê (25) vindos de uma estreia teatral.
“Cheguei pra ela, que maluco, e falei ‘quero tocar aí’. Ela olhou pra
minha cara e deve ter pensando ‘esse cara nem me conhece’. Eu nem sabia
tocar violão direito, cantar direito, e ela deixou, abriu o espaço”,
conta Arthur. Há seis meses, Guga e Arthur convidaram Taty e Digão para
se unir a eles e formar a banda F.U.S.C.A., sigla de fazendo um som com
amigos. “Fiz a proposta, foi difícil convencê-los, mas acho que agora
eles estão felizes e vai dar tudo certo”, revela Arthur. O nome surgiu
de uma ideia de Guga, de um cantor que sai pela estrada, fazendo som.
Nos
planos do grupo, também está uma turnê de shows, prevista para começar
em março, e eles têm certeza que a música irá agradar a todos. O som do
F.U.S.C.A. é uma mistura de estilos, já que cada integrante da banda tem
o seu. “Tentamos pegar um pouco de cada um e colocar nesse projeto. O
diferencial é que, além de ter três compositores e pessoas que cantam, e
todos serem amigos, tem essa mistura. Se fosse só uma pessoa, a gente
ia cair no mesmo lugar de todas as bandas, o lugar comum”, ressalta
Arthur, que completa. “No show, temos onze músicas nossas e onze
releituras. No disco, tem música minha, música da Taty e do Guga está
bem assim, e o show também. Para o show, por exemplo, o Digão escolheu
uma música que é ‘Mulher de fases’”, pontua. “
Digão
é o baterista e toca o instrumento há 20 anos. Cheio de tatuagens e já
casado, ele se diverte com a turma. “Já acompanhei tudo que é banda, já
tive as minhas bandas e vinha fazendo um acompanhamento com a Taty
Cirelli há pelo menos quatro anos. Agora estou no F.U.S.C.A., querendo
dominar a estrada”, conta ele. Taty também começou cedo. Aos 12 anos já
fazia shows, influenciada pelos pais, Silvia e Paolo Cirelli, que também
é músico. “Fiz shows, gostei e fiz faculdade de música, sempre investi
nessa carreira, toco vários instrumentos. Fiz uma carreira solo, já tive
bandas e há alguns anos conheci o Digão. A gente apresentava várias
musicas minhas em alguns lugares do Rio”, explica ela, que além de
cantora, toca guitarra, teclado e violão na banda, e ainda compõe.
Guga
e Arthur se conheceram fazendo a peça “Os Melhores Anos de Nossas
Vidas”, de Domingos Oliveira. Guga também é ator, mas compõe desde os 12
anos. “É uma forma de me expressar. Minha vida é um livro aberto, a
gente se expõe na música. Foi natural, aos 14 comecei a tocar e tive a
necessidade de começar a musicar minhas poesias. Comecei a compor música
e não parei mais”, conta ele, que deixou a carreira de ator um pouco de
lado para se dedicar à música. “Continuo atuando, mas não
profissionalmente, pelo foco na música. Tenho peças escritas, então
pretendo voltar a atuar talvez com uma peça minha e seria muito legal,
mas não agora, talvez pela falta de tempo. A prioridade agora é o
F.U.S.C.A, vamos cair dentro e fazer um CD lindo”, garante. O CD da
banda tem previsão de lançamento para depois do carnaval e os shows
devem começar por volta de março desse ano.
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